Moça bonita da pele morena,
Do cheiro de açucena,
Dos lábios de café
Moça bonita do corpo pequeno,
Do olhar sereno,
Do riso de mulher
Moça bonita com a sua formosura
Lembra fruta madura
Quando dá no pé
Moça bonita com seu encanto
Evite meu pranto
Faz de mim o que bem quer
J. S. S. C. - 17/11/2012
Pitacos da Kica
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A última das cartas abortadas
É Cartola, tens sorte por ter a quem queixar-se, ainda que sejam as rosas, pois perfume igual não há. Imagino que agora, estais me vendo aí de cima, ao lado de Dona Zica, enquanto esta cena faz-te relembrar um samba. Poupa-te tanto remorso, as palavras aqui escritas, não dirigem-se a ti. Mas dou-te livre arbítrio para opinar, se assim for a tua vontade.
Imagino eu que você, o destinatário, a esta altura, encontra-se devidamente a par dos assuntos que aqui serão relatados. Não que isso tenha importância. Nada mais importa.
Inevitavelmente não consigo conter o turbilhão d lembranças avassaladoras que inundam a minha mente cada vez que penso em ti. A cada pensamento, uma dor invade o meu peito, mas já não é como antes, é uma dor que chega como um trem atrasado, a todo vapor, pronto para entrar na estação.
Venho trazer-te bandeira branca, amor. Eu, tal qual você, também mereço viver em paz. Tantas águas rolaram, mas a hora do fim impõe-se. É chegado o momento de curar feridas, esquecer as cicatrizes. Quase não acredito que o meu coração, por fim, aceitou a decisão já tomada pela mente.
Uma onda zen invade-me pouco a pouco, uma tranquilidade serena e um alívio sem igual. Vem trazendo uma felicidade branda, tênue, a muito esperada.
Vai, voe por entre os ares. Vai, para longe de mim! Pouse em paz, seja feliz!
Imagino eu que você, o destinatário, a esta altura, encontra-se devidamente a par dos assuntos que aqui serão relatados. Não que isso tenha importância. Nada mais importa.
Inevitavelmente não consigo conter o turbilhão d lembranças avassaladoras que inundam a minha mente cada vez que penso em ti. A cada pensamento, uma dor invade o meu peito, mas já não é como antes, é uma dor que chega como um trem atrasado, a todo vapor, pronto para entrar na estação.
Venho trazer-te bandeira branca, amor. Eu, tal qual você, também mereço viver em paz. Tantas águas rolaram, mas a hora do fim impõe-se. É chegado o momento de curar feridas, esquecer as cicatrizes. Quase não acredito que o meu coração, por fim, aceitou a decisão já tomada pela mente.
Uma onda zen invade-me pouco a pouco, uma tranquilidade serena e um alívio sem igual. Vem trazendo uma felicidade branda, tênue, a muito esperada.
Vai, voe por entre os ares. Vai, para longe de mim! Pouse em paz, seja feliz!
J. S. S. C. - 10.11.2011
terça-feira, 24 de abril de 2012
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"Um alarme. Amanheço!
Tempo frio, café quente.
Um, dois, três goles.
Tic tac, tic tac...
De relance um papel,
Fecho a porta, abro a mente.
Perco a hora.
E agora?
Já é tarde. Acabou!"
Tempo frio, café quente.
Um, dois, três goles.
Tic tac, tic tac...
De relance um papel,
Fecho a porta, abro a mente.
Perco a hora.
E agora?
Já é tarde. Acabou!"
J.S.S.C. 24.04.2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
A segunda das cartas abortadas
Estava ali, sempre estivera. Eu, de tão tola, não percebi. Agora vejo o quanto este erro me custou. Marcas do passado não são manchas fáceis de se retirar.
Livros; uma, duas, três xícaras de café - amargos, tal qual as lembranças. É difícil ter que conviver com verdades devastadoras, chegam sem avisar. Ter que carregar consigo este fardo que me neutraliza de tão pesado. Passam-se os dias, passam-se os anos... Santo Cristo, não é fácil. É desesperador!
Encontro-me, neste exato momento, prostrada no banheiro. Ergo-me, olho-me no espelho: Um rosto sombrio, uma cara pálida. O que aconteceu comigo? Já não reconheço a minha face. Bom, o que quer que tenha acontecido posso te falar com uma clareza quase cristalina que a mudança não foi pra melhor.
Tem-se tudo e um pouco mais; mas não se é completo se não tens um amor. Torna-se um ser pela metade e é esse meio que corroe. Mas além de toda dor, das noites mau dormidas, da vida sem cor; há ainda a vontade de manter essas lembranças, de não deixa-las partir. Mas é necessário. Há dias bonitos lá fora, flores, brisa, brilho.
É quase um egoismo querer viver com toda esta dor, carrega-la para sempre, sem partilha. Estou consciente de que é chegada a hora de acabar com todo este sofrimento; clamo a Deus que ciente também fique o meu coração.
J.S.S.C.
03.06.2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
"Vai passar, não te preocupes. Esta com certeza não foi a primeira, nem será a última vez que terás que enfrentar - e superar - barreiras, transpor os limites do possível. Não te aflinjas, tu sabes, eu não aguento ver-te assim tão triste, eu não suportaria, nem por um instante, contemplar a tristeza deste teu olhar sem ao menos dá o melhor de mim para que ela cesse. Vens tu comigo. Vês aquele luar? O brilho das estrelas? Elas estão dando-te o sinal para que persistas no caminho da felicidade. Voe, segure, agarre a cauda do cometa o mundo é tão grande afinal e a vida tão rara para te desesperares por tão pouco."
J.S.S.C. - 09.11.11
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